O 22º Grupo de Trabalho Intersessional da Organização Marítima Internacional sobre Redução das Emissões de GEE dos Navios (ISWG-GHG 22), realizado em Londres de 1 a 4 de setembro de 2026, terminou sem resolver divergências centrais sobre as propostas de emendas ao Anexo VI da MARPOL que estabeleceriam o Marco Net Zero da IMO.
Resultado verificado: a IMO informou que os delegados analisaram propostas destinadas a responder às preocupações sobre as medidas de médio prazo e que o presidente identificou disposição para novos avanços. No entanto, o Grupo solicitou que as delegações interessadas mantivessem consultas entre sessões, em vez de produzir um texto final acordado. Os trabalhos sobre as diretrizes de implementação foram adiados por falta de tempo. A análise do marco da IMO para Avaliação do Ciclo de Vida (LCA) também foi transferida para a próxima reunião do grupo.
O calendário agora é apertado. O ISWG-GHG 23 está previsto para 23 a 27 de novembro de 2026, imediatamente antes do MEPC 85, programado para 30 de novembro a 3 de dezembro. A sessão extraordinária adjornada do MEPC deve ser retomada em 4 de dezembro, sujeita às discussões do MEPC 85. Essas datas são a próxima oportunidade formal para definir se o marco avançará para adoção ou exigirá novas negociações.
A BIMCO, que participou da reunião de setembro, relatou que persistem divergências substantivas sobre a forma e a ambição da trajetória de intensidade de combustível de GEE; o uso de um ou dois níveis de conformidade; a geração de recursos pelo sistema; e a distribuição de receitas ou incentivos. A avaliação da BIMCO não constitui decisão da IMO, mas é um relato setorial útil sobre as questões operacionais ainda em aberto. Separadamente, a Getting to Zero Coalition pediu metas previsíveis, mercado de créditos estável e mecanismos claros de recompensa para sustentar investimentos em combustíveis e tecnologias de emissão zero.
Por que importa: operadores e afretadores não devem considerar definido o modelo global final de conformidade. As escolhas ainda pendentes podem afetar materialmente estratégias de aquisição de combustível, economia de viagem, alocação contratual dos custos de conformidade, controles de dados de carbono e o valor de investimentos em combustíveis alternativos ou eficiência. Interesses de carga e seguradores também devem esperar maior escrutínio sobre evidências de origem do combustível, qualidade dos dados de emissões e responsabilidade contratual por desempenho regulatório insuficiente.
O planejamento de curto prazo deve, portanto, permanecer baseado em cenários: manter registros auditáveis de combustível e emissões; testar cláusulas de afretamento e contratos de fornecimento diante de mais de uma possível estrutura de conformidade; e separar investimentos que melhoram agora a eficiência operacional comprovada daqueles dependentes de futuras regras de recompensa ou crédito. A direção segue para a responsabilização por emissões de ciclo de vida, mas a arquitetura global final e seu cronograma ainda não são certos.
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