O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos Estados Unidos fixou 12 de agosto de 2026 como a data final de sua posição declarada de não aplicação de sanções a determinadas pessoas não americanas que estejam encerrando operações envolvendo o Grupo Empresarial de Transporte Marítimo Portuário (GEMAR), o Grupo Empresarial del Comercio Exterior (GECOMEX) ou entidades que pertençam em 50% ou mais a qualquer uma delas.

A GEMAR é uma empresa estatal cubana atuante no setor marítimo e de transporte portuário. A FAQ 1262 da OFAC informa que o governo dos EUA não pretende atingir pessoas não americanas, incluindo instituições financeiras estrangeiras, sob a Ordem Executiva 14404, por transações ordinariamente incidentais e necessárias ao encerramento dessas relações até 12 de agosto. A FAQ sucede as designações, em 13 de julho de 2026, da GEMAR e da GECOMEX pelo Departamento de Estado dos EUA.

A redação tem importância operacional. A declaração da OFAC não é uma autorização geral para negócios novos ou ampliados, nem elimina a necessidade de avaliar a transação, as partes, a titularidade beneficiária, a cadeia de pagamentos e a legislação não americana aplicável. A OFAC adverte especificamente que a devolução de ativos à GEMAR ou à GECOMEX, ou sua transferência para outra jurisdição, pode expor pessoas não americanas a risco significativo de sanções. A partir de 13 de agosto, as contrapartes não devem presumir que a execução, liquidação ou movimentação de ativos posterior à designação continua abrangida pela posição declarada para encerramento.

Para armadores, operadores, afretadores, agentes marítimos, fornecedores de bunker, interesses de carga, seguradores e equipes de sinistros de P&I, a prioridade imediata é identificar exposições em aberto. Isso inclui contratos e faturas de serviços portuários, agenciamento, rebocagem, terminal, reparo naval, gestão técnica, tripulação, frete, comissão, demurrage, sinistros, prêmio e reembolso ligados à GEMAR, à GECOMEX ou a afiliadas de propriedade majoritária. A triagem deve abranger tanto as contrapartes nomeadas quanto as informações de propriedade e controle disponíveis no dossiê da operação; nomes contratuais isolados podem não ser suficientes.

Fato verificado: a FAQ da OFAC aplica sua posição declarada a pessoas não americanas e instituições financeiras estrangeiras e identifica o limite de 50% de propriedade. Ela não afirma que toda transação marítima relacionada a Cuba é proibida, nem que toda operação envolvendo um porto cubano é afetada. O resultado de conformidade dependerá das contrapartes, do nexo, da atividade e das autoridades de sanções pertinentes.

Por que isso importa: exposições marítimas frequentemente persistem após a viagem, por meio de faturas portuárias tardias, alterações de documentos de carga, pagamentos de sinistros e liquidações entre empresas do grupo. Operadores devem preservar evidências de que qualquer atividade de encerramento foi necessária, concluída até o prazo quando possível e revisada antes de movimentar recursos, ativos ou serviços após 12 de agosto. Quando houver incerteza material, deve-se buscar assessoria especializada em sanções e consultar bancos, seguradores ou clubes relevantes antes da execução.

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